Amizades entre mulheres

Sou mulher, e infelizmente contra mim falo!

Mas as mulheres são um autêntico veneno umas para as outras.

Lamento que assim o seja, mas falo porque ao longo do tempo, acabo por ter que ir cortando com algumas “amizades” femininas que me decepcionaram.

Decepcionaram e não só! Já vi de tudo um pouco, e neste momento para mim perderam toda a credibilidade, bem como já não levam mais nem um segundo da minha paciência! Amizades que não foram mais do que rivalidades, e eu sem saber dos seus verdadeiros propósitos, ia dando a minha amizade sincera.

Desde os meus tempos do ensino básico, liceu e faculdade que as minhas turmas eram maioritariamente rapazes. E por essa mesma razão, as poucas raparigas que lá haviam, incluindo eu, os problemas comuns da maioria das mulheres não eram problemas. Digamos que consegui adquirir rapidamente ao longo do tempo, um simplificador ou desbloqueador de dramas ou de pseudo problemas inexistentes.

Todas as situações eram fáceis, não haviam complicações. Mas mulher, é um bicho que sofre imenso, até nas compras da roupa para ir a um casamento, em que têm de dar cinquenta mil voltas a trezentos mil sítios até encontrarem o “outfit” perfeito! Cinto a condizer com o sapato, fivela a condizer com a bandolete! E eu penso assim para mim: “como é possível? Que santos não devem ser os seus namorados, para aturarem aquilo tudo??”

Sou mulher, e sou vaidosa, mas não chego a tanto! Passando toda esta generalização descritiva das mulheres à frente, vou contar a minha história na primeira pessoa. Ora, eu como já referi, sou bastante descontraída, nunca quis fazer “fofoca” nem saber da vida de ninguém, e a minha postura era mais estar no meu canto e na minha vida.

Lógico que isso só me trouxe problemas, pois gerava muita curiosidade.  As sacanas logo arranjavam o que pegar e o que se entreter! Diziam-se ocupadas, mas no fundo, faziam hora extra na minha vida. Umas vezes mandando verdes para sacar maduras das maneiras mais inoportunas possíveis. Se estava calada era porque estava com A, B ou C e se falava era porque falava, e quando não falava era porque não interagia e era automaticamente excluída do grupinho das tias!

Evidente que, quando crescemos temos a nossa vida e as nossas responsabilidades, e não temos mais paciência para estar a levar com infantilidades e dramas desnecessários de gente sem o que fazer. No fundo, queriam uma pobre desgraçada, que não se metia com ninguém, para arranjar o que fazer, enquanto os namorados andavam fora com as outras e elas lá em casa, sozinhas, a dizerem para todo o mundo que a vidinha lhes corria bem e o namorado era perfeitíssimo!

Eu pergunto-me, como podia a vida delas ser tão perfeita como faziam crer, se tinham que andar a “espiolhar” a vida dos outros em vez de se ocuparem com um namorado tão bom e tão lindo??? Demais não é? Mas a história não acaba aqui! Antes de sair, queriam sempre saber o que eu ia vestir! Mas alguém entende isto de tão absurdo ser??

Quando eu não contava nada sobre alguma coisa da minha vida, aproximavam-se de alguém mais próximo de mim para saber tornando-se cúmplices, e eu como é óbvio, cortava com uma e com outra, e silêncio absoluto e distância passavam a ser as minhas últimas tácticas.

Facadas nas costas aqui, sorrisinhos ali, e lá iam estragando os caldos a quem pudessem no meio do grupo de rapazes, de modo a manterem o protagonismo e serem sempre elas umas santas. Uns autênticos venenos portanto e lá fui eu à medida que o tempo passava, dando educadamente o “toque” indirectamente a ver se elas se faziam à estrada, até que houve a gota de água! Pobres de espírito que elas eram, e sendo eu extremamente discreta, achavam que eu não tinha mais amizades nenhumas com ninguém, sem ser elas!

Qual não foi o espanto e a raiva delas, de eu as ter bloqueado de vez, em todo o lado e de toda a maneira, de forma a não ser incomodada nem mais vez nenhuma! E mesmo assim, ainda tiverem a lata de meter gente a correr atrás de mim, só que evidentemente, não dei a mínima hipótese, nem dei a mínima conversa.

E foi assim, que eu encerrei e limpei este capítulo de amizades inúteis e inconvenientes, da minha vida. Não desejo mal a ninguém, quero que todas as pessoas sejam felizes, mas que sobretudo saibam estar e respeitar o próximo.

Se não gostam e não são sinceras, então não chateiem! Eu imagino até o quão chatas e aborrecidas, não devem ser as amizades por interesse, em que temos que andar atrás de alguém por isto ou aquilo, na vassalagem, e eu não tenho paciência nenhuma nem jeito para isso!

Estas mulheres que eu conheci e convivi durante um período da minha vida, pareciam que ainda viviam no tempo das claques de “cheerleaders” do liceu, com as suas intrigas e a aceitarem qualquer coisa para serem aceites!

Amizade que é amizade, não faz frete! É sincera e descontraída. E por isso eu costumo dizer, um grande bem haja às minhas amigas simples e verdadeiramente ocupadas e felizes das suas vidas, que todos os dias correm atrás dos seus objectivos, sem andarem a meter-se na vida alheia! A isso sim, eu chamo de qualidade de vida!

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *