As diferenças

Nunca quis entender, por mais que me dissessem que sim, que pudesse haver essas diferenças, tão abissais entre homens e mulheres. Pronto.  Eles não têm mamas nem menstruação, mas tirando isso, nunca acreditei nessa coisa de que “homem não chora”, “homem não sofre por amor”, “homem é de ferro”, blá, e blá e blá.

Nunca acreditei que as diferenças fossem visíveis porque eu não as via. Até há pouco tempo começar a notá-las, tão fortemente, de uma maneira que se me bate de forma tão premente no nariz que “alto lá, para o baile!”. Os homens são mesmo um bicho estranho.

Primeiro, é mesmo verdade aquela coisa que eles precisam de espaço. Precisam sim. Por mais que gostem de nós e sejam o companheiro ideal, tem momentos que precisam daquele sitio para onde mergulham e ficam, lá num mundo qualquer. Depreendo que seja a coçar as partes mais intimas, ou a tirar a roupa que esteja entalada, ou quem sabe, a ver coisas que não gostam de ver à nossa frente. O meu namorado, por exemplo, gosta apenas de jogar. Ter pelo menos umas horas para entrar lá no mundo dos computadores e jogar. Podia ser pior.

Segundo: eles não adivinham o que fizeram se nós não lhe dissermos exactamente o pormenorzinho da treta que nos incomodou. Sim, sim. Estão habituadas a que todas as noites ele vos ligue quando saem do trabalho a combinar o que vão fazer ao jantar? Eu também. Mas naquela noite, ele não ligou. Portanto, foram até casa amuadas. E quando ele chegou permaneceram amuadas, por essa falta de lembrança. Era ridículo, pois então, mas era o vosso amuo. E ele não conseguia lembrar-se de nada, em nada do dia, do mal que tinha feito. Tanto, que o desesperado, pelo vosso mutismo, vos pergunta se era suposto estarem a festejar alguma coisa e se devia ter comprado um presente.

Sim, eles são diferentes. Ao ponto de continuarem a deixar as meias espalhadas pelo chão e a toalha ao lado do chuveiro, bem caidinha e molhada.

 

 

Mas são eles…

Fonte da imagem:papodemulher2.blogspot.com

 

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