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Educação

EDUCAEnsinar é saber escutar, é confrontar ideias, partilhar, questionar e questionar, debater, exemplificar, esquematizar e mostrar a utilidade do conhecimento. É um jogo de emoções, uma comunhão de afetos, um desafio de personalidades e um cenário de luz, de vida e de criatividade.
Para a realização profissional, para o sucesso com os alunos, é fundamental que o professor adote metodologias de verdadeira qualidade na vivência escolar.
Estando o ensino a tornar-se cada vez mais complexo e mais rico em termos de competências, urge envolver cada vez mais os docentes em parcerias com os colegas.
As reflexões devem centrar-se no papel do educador/professor como mediador das aprendizagens dos alunos, tentando responder positivamente às suas apetências, expectativas, necessidades e potencialidades. Por outro lado, não devemos descurar a realidade do tempo em que nos é dado viver, configurada por grandes turbulências, não só a nível do conhecimento, da informação e das tecnologias, mas também das novas formas de ser e de estar nas instituições.
Temos que ter postura mais realista e inovadora se possível, capaz de garantir uma atitude mais crítica, uma visão mais ampla dos códigos e elementos culturais, bem como uma melhoria da perceção do espaço visual e corporal dos sujeitos e um domínio amplo de metodologias mais apropriadas para lidar com a diversidade, e ainda, uma capacidade de maior diferenciação das intervenções e da gestão em sala de aula.

Um exemplo de superação

Nos últimos tempos não me lembro de falar com alguém que não faça menção à palavra «crise». Confesso que começo a preocupar-me seriamente com este estado da nação… Efectivamente, não podemos mudar os factos: a crise é uma realidade.
Mas podemos mudar a nossa atitude perante esses mesmos factos.
Não há atitude mais paralisante do que a falta de confiança no futuro, e parece-me que é neste marasmo que a maior parte de nós nos encontramos.
Na minha perspectiva, um dos maiores obstáculos do ser humano é enfrentar a mudança, é a falta de confiança no desconhecido, é recear a sua capacidade de adaptação. No fundo, quase todos temos medo de falhar, e em algum momento colocamos em causa a nossa capacidade de vencer.
Neste momento estará a pensar que «não podemos mudar o mundo», mas cada um de nós pode fazer a diferença, pode fazer melhor e reestruturar-se para enfrentar a crise.

Após quase seis meses de reclusão, a águia está pronta para viver mais 30 ou 40 anos e é um exemplo de superação da natureza.

A mitologia grega conta-nos uma história que considero muito interessante, e por isso vou partilhá-la convosco… O processo de renovação da águia. «Conta-nos o mito que por volta dos 30 anos a águia vê a sua capacidade de sobrevivência diminuída. Por esta altura, as suas penas tornam-se pesadas, as asas perdem flexibilidade (o que dificulta o voo), as unhas enrolam (o que dificulta a caça e põe em causa a auto-subsistência) e o seu bico fica rígido (impedindo refeições satisfatórias).

Neste momento, a águia pode escolher: render-se ao envelhecimento e morrer ou reestruturar-se para viver mais 30 ou 40 anos. Esta última opção exige uma grande coragem, uma falta de temor, uma inteligência superior e um grande esforço, mas também garante a recompensa de mais 40 anos de existência./ Com este objectivo, a águia isola-se na montanha por um período de cerca de 150 dias e começa um processo de renovação: primeiro bate com o bico envelhecido na pedra, partindo-o até o extrair e deixar espaço para que novo bico saudável cresça; depois, com o bico novo, arranca as unhas enroladas, dando lugar a umas novas e saudáveis; e por último, com as unhas novas e fortes arranca cada uma das suas penas envelhecidas e pesadas para dar lugar a uma penugem leve e saudável. Após quase seis meses de reclusão, a águia está pronta para viver mais 30 ou 40 anos e é um exemplo de superação da natureza.» O texto que acabou de ler não passa de uma lenda, mas este processo de renovação encerra uma grande lição de vida: a capacidade de cada um de nós fazer uma escolha.

E, perante a crise, todos temos a capacidade de escolher não fazer nada ou a reestruturação, a renovação – sermos o actor principal do nosso processo de auto-motivação. Mesmo que inconscientemente, cada um de nós possuí a capacidade intrínseca de se motivar. Só a motivação nos envolve, nos permite elevados níveis de esforço e acrescentar valor a tudo o que fazemos.

Se cada um de nós eliminar o desnecessário (tal como fez a águia com algumas partes do seu corpo), isto é, eliminar o medo, a inércia e a inoperância que nos impedem de arriscar e lutar para atingir os nossos objectivos, talvez ganhemos uma nova visão, uma maior capacidade de adaptação e motivação para ajustar as nossas empresas a esta nova realidade. Assim, será possível ser persistente, ser resiliente, ter coragem para criar novas estratégias, inovar ao nível dos produtos ou dos serviços, procurar novos mercados, encontrar novos parceiros, estabelecer novas metas…
Renascer da crise. No seu momento de escolha, mude de atitude, «siga o exemplo da natureza», faça como a águia e prefira renovar-se.

Manuela Cruz
Administradora da Célula 2000
manecruzc2@hotmail.com

http://www.celula2000.pt

superação

Está nas suas mãos


Conta uma história que havia um senhor que tinha duas filhas curiosas e inteligentes que estavam constantemente a fazer
perguntas. A algumas ele sabia responder, a outras não. Como pretendia dar às meninas a melhor educação, mandou-as nas férias
para junto de um sábio que morava no alto de uma colina. Este respondia sempre a todas as perguntas sem hesitar, tanto que
as meninas, impacientes com ele, resolveram inventar uma pergunta a que não iria saber responder. Uma delas apareceu com uma linda borboleta azul para pregar uma partida ao sábio.
– O que vais fazer? – perguntou-lhe a irmã.
– Vou esconder a borboleta nas minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta.
Se ele disser que está morta, abro as mãos e deixo-a voar. Se ele disser que está viva, aperto-a e esmago-a. Assim, qualquer resposta que o sábio der estará errada.
As duas meninas foram então ao encontro do sábio e encontraram-no a meditar.
– Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me, sábio, ela está viva ou morta?
O sábio sorriu e, calmamente, respondeu:
– Depende de si. A borboleta está nas suas
mãos.***
Num momento de mal-estar generalizado, exige-se que usemos a história apresentada com o intuito de melhorar o nosso estado.

Manuela Cruz
Administradora da Célula 2000
manecruzc2@hotmail.com

http://www.celula2000.pt

nas suas mãos

 

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