Archive for the ‘Lazer’ Category

A peixaria que vem pregar boas novas

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O ano está a chegar ao fim mas, com ou sem festividades, o fim-de-semana é sempre o fim-de-semana e a lista de opções de coisas diferentes para fazer e experimentar pode ser tão grande como a sua lista de compras, por isso há que seleccioná-las bem.

Para recuperar energias, da semana e da azáfama da época, não vai querer encerrar 2013 sem experimentar uma das novidades do ano, que se veio instalar há pouco mais de um mês no Príncipe Real e faz a reinvenção do prego e do peixe.

O Prego da Peixaria, irmão da peixaria Seame at Home e do restaurante Sea Me, tem um conceito descontraído, há mesas mais intimistas assim como as de convívio com amigos ou com estranhos e uma carta que não deixa nenhuma boca de fora: serve os amantes da carne mas sobretudo os amantes de peixe e inclui opção vegetariana. Desde logo não vai ficar indiferente nem à decoração do espaço, nem à forma como escolhe o que quer comer, a começar pelos nomes: Yuppie, Foodie, Marialva, Dandy…. É pegar no lápis e anotar o seu pedido no formulário, onde assinala a sua “tribo”, a quantidade e o acompanhamento.

Mas desengane-se, apesar do método ser simples a escolha não vai ser fácil, não só pela variedade do recheio, como pelo pão em que é servido. Há bolo do caco de alfarroba que envolve o lombo de atum dos Açores, há o lombo de carne com queijo da ilha em bolo do caco da Madeira, há hambúrguer de salmão em bolo do caco em tinta de choco, há o bolo do caco tandoori feito com especiarias e cogumelos Portobello, há uma variedade não demasiado longa mas que o vai deixar a pensar, ou a salivar.

pregos

Para além das batatas fritas que podem ser de batata-doce, há uma variedade de molhos que as acompanha se assim o desejar e entre uma dentada e outra pode optar por sumos naturais, chá, cerveja ou vinho que também é servido a copo. E porque há sempre um guloso ou outro, tem quatro sobremesas possíveis com a garantia de que se vir passar o Carpaccio de maçã na direcção de outra mesa não lhe vai resistir.

carpaccio

Um conceito descomplicado atento às necessidades dos clientes em termos de tempo e de preço, para quem não pode ficar a desfrutar do ambiente, que por vezes acolhe um DJ, há o serviço de take away e à excepção do prego de atum que custa 13€ os restantes variam entre os 7.50€ e os 8.50€.

O mais certo é encontrar fila e não se aceitam reservas mas, pense de novo, quanto tempo leva a comer um prego? Pronto para eleger as revelações de 2013?

Bom-apetite!

O Prego da Peixaria -Rua da Escola Politécnica, 40, Lisboa.

De segunda a quinta e aos domingos das 12h30 às 00h. Sextas e sábados até à uma da manhã.

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O equívoco da paixão

 

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Principalmente no meio espiritual existe a tendência para desvalorizar e até denegrir o significado da paixão.

Como se ser espiritual e ser apaixonada não fosse compatível. Como se ser espiritual fosse sinónimo de ser enfadonho.

Creio que esse equívoco espelha apenas um equívoco ainda maior sobre a paixão em geral. Dou-me conta que a maior parte das mulheres acima dos 30 anos diz já não acreditar na paixão. Dizem que fizeram o luto dessa ideia romântica, desse sonho imaturo, vendido pelos filmes de Hollywood sobre o amor à primeira vista, a paixão arrebatadora, que dá lugar ao ‘felizes para sempre’.

E realmente há uma razão para os filmes terminarem precisamente nesse ponto. O ‘felizes para sempre’ dá muito trabalho e não vende tão bem como a magia natural da paixão. Mas porque rende tanto afinal essa história da paixão louca na qual dizemos não acreditar? Se não acreditamos, porque vamos ao cinema ver o filme e gastamos um maço de lenços de papel para lavar as lágrimas da emoção que nos provoca?

Estes filmes têm audiência porque, no fundo, ansiamos por essa história, mas mais tardar aos 30 já nos convencemos de que precisamente essa história não é para nós e que só nos resta contemplá-la nas telas do cinema. Isso impede de nos debatermos com o verdadeiro anseio pela paixão dentro de nós. Não será na verdade esse cinismo evidente em relação ao amor romântico e à paixão nada mais nada menos que um mecanismo de defesa para nos protegermos da dor da desilusão?

É que quando chegamos aos 30 já todas passámos pelo menos uma vez por uma dessas histórias de Hollywood na vida real. Não é verdade? A única coisa que pode não ter resultado daí é o final feliz, mas o resto: a magia do primeiro olhar, aquele clique, o beijo apaixonado em que te perdes, o reconhecimento da alma desse objecto de paixão que pareces conhecer desde o início dos tempos… Tudo isso já viveste. Não podes negá-lo portanto. Existe. Na paixão reconheces a magia da vida. Impele-te para uma versão mais ousada de ti porque te mostra que és muito mais do que aquilo que julgavas ser.

Os filmes inspiraram-se precisamente na vida e não ao contrário. A arte em geral é a contemplação certeira da realidade e não uma construção da imaginação, como muitos preferem designá-la. A paixão existe e é o motor necessário para a mudança, para a realização plena e até para a criação. Há que admitir que simplesmente porque o desfecho dessas paixões não correspondeu ao que nós desejávamos, fechámos o coração por acharmos que era mais seguro para nós não voltarmos a cair na armadilha da paixão e começámos então a contar-nos o único conto de fadas que não é real, de que o grande amor não existe ou que, se existe, certamente não é para nós.

Queremos proteger-nos desse perigo da paixão e não nos damos conta que, com isso, estamos a abrir cada vez mais a ferida de não vivermos o que é suposto viver. Negamos a vida ao rejeitarmos a paixão.

O grande equívoco não reside sequer na questão se a magia da paixão existe ou não, mas no facto de que o ‘felizes para sempre’ só pode acontecer sob uma única condição: nessa paixão pelo outro eu tenho de aprender a colher o fruto mais proibido de todos: a paixão por mim mesma.

Ninguém promove essa paixão por motivos óbvios. É perigoso apaixonarmo-nos por nós próprias. A paixão promove a loucura e a espontaneidade. Se formos apaixonadas por nós, vamo-nos estar nas tintas para aquilo que os outros dizem ou pensam. A ‘boazinha’ vai ter de morrer para que possa dar lugar àquela que sempre desejámos ser, mas nunca tivemos coragem de admitir.

Nesse momento, vai ser mais importante responder ao nosso ímpeto de ir ver a peça de ‘Romeu e Julieta’ do que responder com um ‘sim’ forçado ao pedido de ajuda de uma amiga que precisa de apoio na mudança de casa. Vão chamar-nos egoístas e egocêntricas e esse é um preço que estamos dispostas a pagar apenas quando se trata das loucuras cometidas em nome da paixão pelo outro, mas nunca por nós.

A ironia da questão é que isso é tudo o que nos separa do ‘felizes para sempre’: a paixão por nós. Muitas se perguntam: e como é que nos apaixonamos por nos próprias? É fácil! Paixão é reconhecimento de algo maior, de magia, de providência divina, de beleza e verdade. Só precisamos de reconhecer isso em nós e apaixonar-nos-emos. Se formos a ver, é muito simples. Eu convivo comigo há quase 32 anos e ainda consigo descobrir coisas novas sobre mim a cada dia. Todos os dias me surpreendo. Está na hora de admitir que esta é a melhor relação que alguma vez vou ter. Apaixono-me quando me olho nos olhos e reitero o compromisso comigo mesma, a promessa de satisfazer os meus desejos, de colocar a minha felicidade acima de qualquer outra coisa.

A paixão pelo outro serve apenas este propósito: conhecermo-nos melhor, reconhecermos os nossos sonhos e apaixonarmo-nos loucamente por nós próprias. Aí o final feliz torna-se não só uma possibilidade, mas uma certeza.

Nessa paixão, como em qualquer outra, vamos sentir muitas vezes o desencanto, vamo-nos chamar nomes e bater com a porta para logo a seguir nos apaparicarmos e apreciarmos a nossa beleza. Reconhecemos que afinal somos ‘a tal’, aquela que nunca nos vai abandonar e que, nem que seja só por isso, convém amar eternamente.

Miriam Agostinho

Coach em Educação Transpessoal

educacao@escolatranspessoal.com

Alguma vez se imaginou a jantar no mercado?

Com o fim-de-semana à porta trago-vos uma sugestão para uma experiência diferente sobretudo os apreciadores do conceito de petiscar e do convívio. O Mercado de Campo de Ourique abriu as portas da sua renovação no passado dia 26 de Novembro e no mínimo, tem sido um sucesso.

Situado num dos mais carismáticos bairros lisboetas dá uma nova vida à cidade, à gastronomia e ao meio mais tradicional de venda. Aqui se pode escolher entre os petiscos bem portugueses, na Pestiscaria 2 à Esquina há ovos com farinheira, favas com chouriço, peixinhos da horta, salada de polvo, caldo verde…, a Empadaria também marca presença, na Charcutaria Lisboa é ver as tábuas de enchidos e queijos e para quem queira provar a carne antes de levar para casa o Atalho é a opção,alguma vez comeu num talho? Continue o passeio porque as possibilidades de esta ser uma saída diferente não param. No Mercado do Marisco também vai encontrar ostras e champanhe, se preferir também há sushi na Praça Japonesa e mais opções internacionais vai encontar no Joe’s Shack Menu, que promove o conceito americano. Os fãs dos hambúrgueres encontram o seu espaço no U-Try.

Inovador é o conceito do Chef do Mercado onde pode pedir para cozinhar na hora, os produtos frescos que adquiriu nas bancas, ao seu gosto e com guarnição. Sim, porque o mercado tradicional mantém-se em funcionamento como habitualmente, vizinhas das tasquinhas continuam as bancas de legumes e vegetais, as carnes e o peixe. E não se admirem se virem alguém a comprar fruta às 23h, é deixado ao critério dos comerciantes a venda nocturna a par com a nova dinâmica de confraternização aqui instalada.

No que respeita às bebidas encontra no Copo d’Ourique a opção de vinho a copo ou em garrafa, com vinhos do Douro e do Alentejo. Também há cerveja refrescada em baldes de gelo, long drinks ou aperitivos para quem queira espreitar o mercado depois da refeição. A sobremesa é responsabilidade do Gelati di Chef, com waffles e crepes a celebrarem um doce convívio.

Uma ideia inspirada em modelos existentes em outros países, como o Mercado San Miguel em Madrid, mas que também encontra  paralelo por cá, na recente renovação das funções do Mercado do Bom Sucesso no Porto. Uma injecção de energia, de gente gira de todas as idades que revitaliza um mercado com 79 anos, com o objectivo de o tornar auto-suficiente com as parcerias que assim são possíveis. Uma ideia bem acolhida pelos comerciantes, residentes do bairro e pelos seus visitantes.

E porque a vida não é só comer, as actividades culturais também vão passar por aqui, com exposições, concertos e demais surpresas. Não estranhem, na vossa visita, se tiverem que comer de pé e ficar na fila mesmo durante a semana. Que isso não vos demova, com o frio que se tem sentido tanto calor humano vem mesmo a calhar.

Mercado de Campo de Ourique -Rua Coelho da Rocha, Lisboa – https://www.facebook.com/mercadodecampodeourique?fref=ts

Horário de Funcionamento: Domingo a quarta-feira: 10 às 23h, Quinta, Sexta e Sábado das 10h à 01h.

Autocarros: 709, 774 Eléctrico: 25E, 28E

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