Todos nós, em algum momento de nossas vidas, nos deparamos com perguntas que geram a chamada “crise existencial”.
Uma crise existencial, não tem data para acontecer. Ela pode te pegar às 15:00h de uma terça-feira comum. Pode ser gerada, pelo que chamados de última gota d´água. Aquela que por fim, faz a água transbordar. Não existe idade certa. Mas conheço muita gente que foi pescada por ela, em torno dos 30 anos.
Você passa parte da sua vida tentando construí-la. Trilha todos os caminhos que, acredita, o levará ao que busca. Mas, o que você busca?
A pressão da sociedade faz com que você acredite que, aos 30 anos, deva ter almejado o sucesso profissional, esteja com umm relacionamento consolidado com o futuro pai de seus filhos e esteja buscando o apartamento dos sonhos. Mas isso, definitivamente, não é o seu caso.
Talvez, de uma hora para a outra, você se dê conta que está vivendo uma vida que não é sua. Está vivendo aquilo que os outros julgam o ideal. E, o reflexo disso, pode ser variado. Talvez, em um acesso de loucura, você jogue tudo para o alto e vá tentar encontrar a si mesmo. Talvez você continue trilhando o que escolheu, afinal, é muito difícil mudar. E nós somos covardes.
Surgem todo tipo de questionamento que incia pelo “E se…”
E se eu tivesse escolhido outra profissão? Será que estou no caminho certo? Acho que não gosto do que faço.
E se eu tivesse me dedicado a conhecer aquele outro homem, por quem meu coração pulou, como no início do meu relacionamento com o atual.
E se eu tivesse aceitado aquela bolsa de estudo em Londres?
E se eu tivesse seguido a carreira acadêmica?
São muitos “se…” E nenhuma resposta.
Mas, a vida é mesmo uma caixinha de surpresa. E, diante desse conflito interno, onde você não sabe se anda ou pára, surgem as respostas. Algumas são satisfatórias. Outras, exigem coragem para mudar.
Conflitos existenciais não são de todo ruim. Eles existem para que possamos refletir e, evidentemente, buscar, aquilo que faz o nosso coração vibrar. Escolhas são sempre difíceis e têm consequencias. Sempre ganha-se algo e perde-se outros. O caminho é: qual seu critério? O que te faz feliz?
E, caso esteja nessa crise, tão dolorida (eui sei, já passei por isso), lembre-se sempre. A crise, seja qual for, reflete necessidade de mudanças. O seu inconsciente está te avisando que você precisa de espaço.
Nunca se esqueça, estamos no lugar que deveremos estar, com quem precisamos, para aprender.
E ninguém aprende, sem dor.
Respire fundo e reflita. O que essa crise está tentando lhe dizer ? E encontre-se.
Boa sorte!






excelente, reflete exatamente o que passa na minha cabeça.. e as respostas apenas pela reflexão após se questionar “O que me faz feliz?” obrigada