Educação Transpessoal – Uma mudança de paradigma para educar as crianças para a felicidade

É mãe, madrinha, tia, professora, educadora ou está simplesmente atenta à juventude dos nossos dias? Então já se deve ter dado conta que as crianças e os jovens de hoje parecem ser menos ‘moldáveis’, já não se conformam com aquilo que os adultos dizem e não se contentam com um simples ‘Porque sim’ como resposta aos inumeráveis ‘Porquês?’ que questionam tudo o que os rodeia.

Perante este cenário, o que podemos fazer? Muitos queixam-se, falam na decadência da juventude e na morte do respeito pelos mais velhos. Claro que nos podemos ficar por aqui, ficar pelas lamentações e deixar que o fosso entre adulto e jovem se torne cada vez maior, cada vez mais insuperável… Contudo, temos outra opção. Podemos aceitar que os velhos tempos fazem parte do passado e que temos de encontrar respostas adequadas aos novos desafios que se apresentam.

Quando olhamos para o avanço na tecnologia e nos damos conta das novas ferramentas que são desenvolvidas com uma rapidez alucinante, nunca nos passaria pela cabeça não nos adaptar ao ‘Novo’, não fazer uso das novas funcionalidades que são criadas para melhorar os nossos serviços e a nossa indústria, porque temos consciência que há que evolucionar e adotar as novas tecnologias nem que seja para continuarmos competitivos num mercado tão exigente. Então se não resistimos à mudança aqui, se não nos agarramos com unhas e dentes ao passado quando se trata da evolução natural (e mega-rápida) das coisas na tecnologia, porque resistimos a implementar mudanças tão evidentemente necessárias na educação?

É que não é só a tecnologia que evolui, o ser humano também continua a sua evolução e é meramente natural que uma criança hoje tenha outras necessidades que uma criança há 30 anos atrás. Sendo assim, que mudámos nas últimas décadas no nosso sistema de educação, no nosso sistema de valores, ou na educação familiar? Até custa admiti-lo, mas na verdade parece que nos esquecemos de adaptar algo tão importante e vital como o nosso modelo de educação às circunstâncias atuais.

Antes de mais, há que perguntar: o que precisa um modelo de educação moderno para fazer face às exigências dum novo mundo, que parece cada vez mais instável e inseguro? Em primeiro lugar, parece-me que se torna cada vez mais importante encontrar dentro de nós a estabilidade e segurança que o mundo já não nos consegue oferecer.

As crianças desta geração já não terão acesso a um mundo em que se procura um emprego para a vida que nos oferece estabilidade, segurança e confiança para pagar a hipoteca de uma casa em 40 anos. Não, as crianças desta geração vão ter de ser criativas, corajosas, empreendedoras e ter uma fé inabalável nas suas capacidades e talentos para fazer emergir a abundância onde outros vêem apenas escassez.

Já não basta apostar no conhecimento científico, embora o domínio do mesmo continue a ser importante, existem agora outras competências que temos que desenvolver: a par com a inteligência intelectual, há que estimular a inteligência emocional e a inteligência cardíaca.

Possuir inteligência emocional favorece o relacionamento com quem nos rodeia e connosco, facilita a resolução de problemas e favorece o bem-estar pessoal e social.

Quando as crianças não desenvolvem esta capacidade na infância, podem tornar-se adultos insensíveis e indiferentes à dor e ao sofrimento alheios, inclusive quando são elas próprias que os provocam. Basta olhar para os nossos líderes políticos para perceber que podem ter tido uma educação académica muito boa, mas a educação emocional e a transmissão de valores parece ter falhado redondamente.

A inteligência emocional é formada por um conjunto de competências relacionadas com a capacidade de gerir de forma adequada as próprias emoções e também as dos outros. Possuí-la significa colocar em prática este conjunto de competências. As competências emocionais são os conhecimentos, as capacidades, habilidades e atitudes necessários para compreender, expressar e gerir as nossas emoções de forma adequada.

Já a inteligência cardíaca está, como o nome indica, ligada à sabedoria do coração. É ele que nos pode oferecer a tal estabilidade que como seres humanos aspiramos. É aqui que reside a paz e a conexão com a nossa essência e é aqui que encontramos as respostas a todas as perguntas vitais. Um jovem com um elevado QIC será um jovem mais pacífico, mais autoconfiante, mais bondoso, mais criativo e com horizontes ampliados. Trata-se de uma inteligência que nos impulsiona e que está ligada à necessidade de dar sentido à nossa vida.

Para conectar com esta inteligência, há que estimular o autoconhecimento profundo. Isto dá lugar a uma educação dirigida ao Ser, um foco a partir do qual podemos descobrir as nossas potencialidades e riquezas internas e construir bases mais fortes e inabaláveis para a estrutura da nossa personalidade.

A Educação Transpessoal tem como máxima precisamente a frase ‘Educamos por aquilo que Somos, e não por aquilo que dizemos.’ Na verdade, torna-se essencial que os pais e educadores comecem por se educar a si próprios para transmitir as lições não a partir duma qualquer teoria, mas a partir do exemplo de quem são a cada momento. Ao viver a paz, transmitimos paz aos nossos filhos. Ao transmitir Amor e compaixão em cada gesto de bondade, passamos uma mensagem de Amor aos nossos alunos. Ao desfrutar de uma autoestima saudável, encorajamos os nossos rebentos a desenvolver essa autoestima forte.

A Educação Transpessoal abraça tudo aquilo que contribui para uma personalidade bem formada, com a intenção de educar uma mente feliz. Por outro lado, valoriza e aceita o reconhecimento daqueles aspetos mais sombrios da nossa personalidade, fazendo uso de contos e metáforas de sabedoria ancestral para comunicar com essas partes mais inconscientes no nosso Ser.

Na próxima segunda-feira, dia 8 de Abril, vamos dar início à primeira edição luso-brasileira do Curso de Coach em Educação Transpessoal. Se quiser receber mais informações sobre o curso ou se quiser inscrever-se ainda neste grupo, por favor envie um e-mail para: educacao@escolatranspessoal.com

Venha mudar a Educação, começando pela mudança em si!


Miriam Agostinho
Coach em Educação Transpessoal
miriam.agostinho@gmail.com

 

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