Posts Tagged ‘Andreia Rasga’

IDEIAS ÀS SEXTAS – Solidão Crua

 

Nem todos os filmes fazem de nós reféns de uma dor alheia. Nem todos os filmes nos envolvem na solidão dos personagens e na crueza da história.

“Ferrugem e Osso” faz tudo isso. Torna-nos parte de um silêncio, torna-nos cúmplices de um desenlace que se quer feliz. Contudo, e entretanto, há que partilhar a dureza de Ali e a sua dificuldade em cuidar do filho sozinho; há que sentir a revolta de Stephanie após o acidente que lhe rouba as pernas; há que deixar que os dois se conheçam, se estranhem, se reencontrem, se afastem, se misturem e se completem.

Marion Cotillard e Matthias Schoenaerts são os atores que passam por tudo isso e que nos levam com eles, numa produção franco-belga, de 2012, nomeada para a Palma de Ouro no Festival de Cannes, mas vencedora de vários prémios um pouco por toda a Europa.

O filme, que à partida parece um conjunto de momentos emotivos e trágicos, foge desde sempre a tal sentimentalismo, inquietando sem chocar, magoando sem esmurrar. A frieza das imagens, que nada escondem, vive lado a lado com uma onda de esperança, como se cada tristeza iminente fosse, apenas e somente, um motivo de felicidade vindoura.

O aclamado realizador Jacques Audiard, depois de filmes notáveis como “De tanto bater o meu coração parou” ou “O profeta”, junta em “Ferrugem e Osso” sangue e amor, beleza e força física, violência e amizade, tudo misturado com a harmonia que só têm os filmes subtilmente dramáticos, poderosamente crus.

 

Em exibição

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Até à próxima sexta, com nova ideia.

Andreia Rasga

Refúgios de Felicidade

Atelier Fazer Um Livro

IDEIAS ÀS SEXTAS – Criatividade em grande

Joana Vasconcelos há muito que deixou de ser uma desconhecida. A artista plástica tem admiradores transversais a idades e formações e o seu talento ultrapassa já as nossas fronteiras. A exposição de 2012 em Paris, mais precisamente no Palácio de Versalhes, atingiu o topo das mais visitadas naquela cidade nos últimos 50 anos, ultrapassando os 1600 milhões de pessoas.

Entre as peças que, imediatamente, ligamos ao nome Joana Vasconcelos estão os sapatos gigantes compostos de panelas e suas tampas ou o candeeiro totalmente feito de tampões de uma marca conhecida, peça apelidada de “A Noiva”. Esta última recusada na exposição parisiense.

A partir de 22 de março estes são dois dos exemplos mais emblemáticos a observar, de perto, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa. Mas não só… Peças inéditas para o público português, mas que fizeram parte da exposição do Palácio de Versalhes, como “Lilicoptère”, “Perruque” ou “War Games”, estão entre as 37 que enchem, agora, o Palácio da Ajuda, num contraste emocionante entre a beleza do edifício neoclássico e a arte contemporânea da artista portuguesa.

Uma década de vida, de trabalho, de criatividade, de fazer o que outros não têm a ousadia, muitas vezes, de imaginar. Das rendas à loiça de Bordalo Pinheiro, dos objetos do dia a dia, como os talheres de plástico, até outros dos materiais mais inesperados, Joana Vasconcelos rodeia cada peça de um sentido, assenta cada peça num ícone e conquista gente que nunca pensou olhar duas vezes para uma obra de arte contemporânea.

 

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Telefone para informações: 213637095
Lisboa, Palácio Nacional da Ajuda – Largo da Ajuda
22 de março a 25 de agosto.
Horário:
Sábado das 10h00 às 21h00
Segunda, terça, quinta, sexta e domingo das 10h00 às 19h00
Preços:
€10
€5 (6-18anos, +65, Estudante -25 anos)
€4 (Escolas e Universidades)

 

Obrigatório pôr na agenda.

Até sexta. Com nova ideia.
Andreia Rasga

Refúgios de Felicidade

Atelier Fazer Um Livro

Folhear o ano

Uma menina que carrega um jardim na cabeça é a autora do diário que “O livro do ano” desenlaça e desfolha, como uma árvore, como um pensamento. Lançando páginas para o passado e perspetivando ideias para a frente, para os dias seguintes, para as folhas que ainda se seguem, Afonso Cruz leva-nos a acompanhar o ano de uma menina como nós: com sonhos e com dúvidas, com certezas e com desejos. Um diário feito de poucas palavras, porém imensas. Um diário recheado por imagens a preto e branco, porém infinitamente coloridas.

Páginas de memórias e de pensamentos de uma criança que vê o mundo e o tempo à sua maneira, contaminando os nossos dedos que passam as páginas e fascinando o nosso olhar que para nas palavras e nas ilustrações.

Depois, o livro fica.
É um livro para todos os dias, para um ano e um outro ainda. É um livro sem idade, sem limite. Feito para quem gosta de se sentir provocado, para quem quer pensar depois, sentir sempre, deixar que a imaginação vá um pouco mais além.

As palavras de uma criança, atiradas aos pombos e guardadas à sombra, são a voz interior que nos acalma, que nos fortaleça e que nos expande o sonho e a vontade. Estação a estação, da primavera ao inverno, de janeiro a dezembro, de ideia em ideia, de ramo em ramo, de ano em ano.

Escrito e ilustrado por Afonso Cruz, homem das artes, da música ao cinema, da literatura à ilustração, “O Livro do Ano” é para ter, para desfrutar, sem colocar na estante, mantendo-o perto na mesa de cabeceira ou na secretária, junto ao sofá ou no balcão da cozinha. Para ir pegando, para ir descobrindo. É para acompanhar os dias, é para pausar o ano.
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Título: O Livro do Ano
Autor e ilustrador: Afonso Cruz
Chancela: Alfaguara
Páginas: 144
Preço do editor: 15 €

 

Até sexta, com nova ideia.
Andreia Rasga
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